Trump chama Groenlândia de 'nossa' e fala em explorar recursos naturais da ilha; Nuuk contesta
Líderes europeus manifestam apoio ao acordo entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia Jornal Nacional/ Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donal...
Líderes europeus manifestam apoio ao acordo entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia Jornal Nacional/ Reprodução O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que uma exploração "em larga escala" de petróleo, gás natural e mineral "está prestes a começar" na Groenlândia, semanas após a assinatura de um acordo que deu aos EUA controle permanente sobre a segurança da ilha. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em publicação na rede social Truth Social, Trump descreveu o território ártico como "nossa nova e bela Groenlândia" e disse que especialistas apontam que o território possui uma das maiores reservas de petróleo de fácil acesso do mundo. "Uma exploração maciça de petróleo, gás e minerais está prestes a começar em nossa nova e bela Groenlândia", escreveu o presidente. Agora no g1 Trump também voltou a defender a importância estratégica da ilha para a segurança dos EUA e da Europa. Segundo ele, qualquer futuro ataque contra o território americano teria de passar pela Groenlândia, o que daria aos EUA mais tempo para detectar e responder a ameaças. "A região nos proporciona tempo, localização e campo de visão como nenhum outro lugar do mundo", completou Trump. Publicação de Donald Trump sobre exploração de combustíveis na Groenlândia. Reprodução / Redes Sociais O governo groenlandês contestou a fala de Trump. Em fala à imprensa norte-americana, o vice-ministro de Mineração da Groenlândia, Jørgen Hammeken-Holm, reconheceu que “há atividades de empresas americanas” na ilha, porém disse que o cenário “está muito longe de uma exploração em larga escala”. O governo da Dinamarca não havia se manifestado sobre a fala de Trump até a última atualização desta reportagem. A declaração ocorre semanas após os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia terem assinado um acordo de segurança que concede a Washington controle permanente sobre a proteção da ilha. À época, Trump classificou o pacto como um avanço histórico para os interesses estratégicos dos EUA no Ártico. O acordo de segurança não menciona explicitamente petróleo ou gás natural e fala genericamente em "contribuições americanas para a cooperação e os intercâmbios científicos e educacionais mútuos, a cooperação na área de minerais, a cooperação para o desenvolvimento econômico e a promoção de negócios, além de parcerias culturais e locais com a Groenlândia." O governo dinamarquês afirmou que o acordo preserva a soberania do país sobre a ilha e o direito de autodeterminação dos groenlandeses. Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que o tratado respeita os interesses do território e pode trazer benefícios para todas as partes envolvidas. A Groenlândia ocupa uma posição estratégica entre a América do Norte e a Europa e há anos é vista por Washington como uma peça-chave para o monitoramento de ameaças vindas do Ártico. A região também desperta interesse internacional por suas reservas de minerais, petróleo e gás natural. Horas antes, ainda na terça-feira, Trump publicou nas redes sociais uma montagem com Trump gigante aparecendo sobre as montanhas em um cenário que pareceu ser de uma cidade na Groenlândia com a legenda "Olá, Groenlândia!" (veja abaixo). Montagem mostra presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gigante aparecendo sobre as montanhas em um cenário que pareceu ser de uma cidade na Groenlândia com a legenda "Olá, Groenlândia!". Divulgação/Donald Trump no Truth Social Durante anos, Trump defendeu publicamente uma maior influência americana sobre a ilha e chegou a sugerir sua incorporação aos Estados Unidos. Antes do acordo de segurança, ele argumentava que o território era essencial para a defesa americana e para o monitoramento das atividades militares de países rivais na região. Apesar do entusiasmo demonstrado pelo presidente, a exploração de petróleo e gás na Groenlândia enfrenta obstáculos. Atualmente, a atividade é alvo de restrições ambientais, enquanto projetos de mineração enfrentam resistência de comunidades locais e de grupos indígenas. Otan elogia acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia; governo dinamarquês diz que mantém